Réus são condenados pela morte de vigilante

Após doze horas de júri popular realizado na última quinta-feira, 5, no Fórum de Belém, os jurados, por maioria dos votos, condenaram quatro réus acusados de participação no assassinato de Haroldo Paiva Morais, 44 anos, dono de uma pequena empresa de vigilância. Entre os condenados está a ex-mulher do vigilante, Joesilla Mayara da Rocha, de 34 anos, e o irmão dela, Joenerson Marlley da Rocha, de 33 anos.

A ex-mulher pegou 16 anos de prisão e Joenerson 24 anos. As penas serão cumpridas em regime inicial fechado em presídios da Região Metropolitana e Belém. Os dois outros acusados são Jair Mota de Azevedo, de 31 anos, que está preso há três meses por ter sido flagrado com a arma usada no homicídio do vigilante, e Herbert da Rocha Oliveira, de 37 anos, conhecido por Edinho. Cada um deles foi condenado a 28 anos de prisão em regime inicial fechado. Com exceção de Jair Mota, que vai continuar preso, todos os demais irão recorrer da sentença em liberdade.

No total, foram ouvidas sete testemunhas, três delas da acusação. Nos depoimentos, duas testemunhas afirmaram ter presenciado o crime. As testemunhas de defesa confirmaram o álibe de Joenerson e Herbert, que são primos. Elas afirmaram que, na hora do crime, eles estavam ajudando a controlar um incêndio na casa de outro familiar. Nos interrogatórios, os réus negaram ter tido qualquer participação no crime e confirmaram a versão das testemunhas de defesa.

O promotor de justiça José Rui de Almeida Barbosa atuou em conjunto com a advogada Renata Gouveia Smith da Silva, habilitada pela família da vítima, e sustentaram a acusação de que os réus foram autores e co-autores do crime, motivado por vingança. A vítima teria feito disparo de arma de fogo contra a sogra meses antes, ao ser impedido de falar com a ex-mulher.

De acordo com a acusação, Joesilla e Haroldo viveram um relacionamento de 11 anos, que gerou três filhos. Mas, nos últimos anos, o casal passou a ter uma relação conturbada, marcada por separações e retornos devido a suspeitas de infidelidade por parte da vítima. A promotoria sustentou a acusação contra Joesilla de que ela teria atraído o ex-companheiro até o local. Os acusados Jair e Herbert estavam de bicicleta com blusas da escola para se misturem aos alunos e efetuaram os disparos. O irmão de Joesilla, Joenerson, teria vindo de moto para dar fuga a um dos executores. O julgamento foi presidido pelo juiz Edmar Pereira.

O caso - Haroldo foi executado em frente à padaria Pão de Mel, localizada no Guamá, no dia 25 de setembro de 2009, ao lado da ex-mulher. Ele foi atingido com mais de oito disparos de revólver efetuados por duas pessoas que estavam em uma bicicleta e usavam blusas da Escola Pública Rosa Gattorno, próxima ao local do crime. Após os disparos, Joesilla teria retirado os pertences pessoais da vítima, como documentos e relógio, e acionou a polícia.


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